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::A História do Valqueire
A história do valqueire vai de encontro com a de Jacarepaguá

Em 8 de dezembro de 1589, por doação da Marquesa Ferreira, viúva de Cristóvão Monteiro, primeiro ouvidor do Rio de Janeiro, os jesuítas adquiriram a fazenda de Santa Cruz.

Para atingir a nova propriedade, os padres da Companhia de Jesus foram os responsáveis pela formação do caminho que deu origem à Estrada Real de Santa Cruz.

Os povoadores pioneiros de Jacarepaguá também usavam o caminho dos jesuítas, mas em certo trecho dobravam à esquerda para as suas terras. Exatamente no local desse desvio é que nasceu o Largo do Campinho.

Nesse mesmo ponto, em direção opostas, outra curva seguia para a Freguesia de Irajá. Os viajantes elegeram o lugar para descansar, deixando os animais pastarem no campo existente no encontro desses caminhos.

O campo não era muito grande. Assim, passou a ser chamado de Campinho. O lugar tornou-se passagem obrigatória não somente para se chegar à Fazenda de Santa Cruz; para atingir outras localidades, o viajante tinha que passar pela Estrada Real de Santa Cruz e, por conseguinte, pelo Largo do Campinho.

Muitos vinham das províncias, como São Paulo e Minas Gerais. Eles muitas vezes optaram em fazer uma pausa no Largo do Campinho, antes de enfrentarem o trajeto final para a cidade do Rio de Janeiro.

No século XVIII, foi aberta uma estalagem no Largo, onde hoje existe o posto de gasolina Rio - São Paulo.

Esse abrigo serviu por mais de cem anos aos viajantes. Joaquim José da Silva Xavier ( 1749 - 1792) – o Tiradentes – pernoitou por diversas vezes nessa hospedaria, em seus deslocamentos da Vila Rica (hoje Ouro Preto) para o Rio de Janeiro. Ao lado da estalagem havia o oratório da Fazenda do Campinho, de propriedade de Dona Rosa Maria dos Santos; atualmente no mesmo local existe a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, construída a partir de 1862). Dona Rosa Maria faleceu em 1846;

Suas terras, que iam do Campinho até a atual Estrada do Portela, foram divididas, com ela ainda viva, entre parentes e amigos. Entre os que receberam glebas, destacamos Domingos Lopes e Vitorino Simões. A filha de Vitorino, Dona Clara Simões, era casada com Domingos Lopes. Outro grande proprietário da região do Campinho no século XIX foi Ludovico Teles Barbosa, bisavô materno de Geremário Dantas (1889 - 1935). O Ludovico foi grande plantador de café na área das atuais ruas Francisco Gifoni, Teles e Comendador Pinto, inclusive o Morro da Bica (hoje mais conhecido como Morro do Fubá, e que na época do Ludovico era chamado de Morro das Pedras).

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